Governo deve reduzir previsão de PIB de 2019 de 2,5% para 2%

21 Mar 2019

 

A equipe econômica governo deverá reduzir as estimativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2019, amanhã (22/03), quando será feita a divulgação do relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas. A taxa de crescimento do PIB é um dos parâmetros do relatório, que devem ser revistos, e, de acordo com técnicos do governo, a tendência é que eles fiquem cada vez mais em linha com as previsões do mercado, computadas pelo Boletim Focus do Banco Central. A previsão do PIB do governo para este ano está em 2,5% e foi calculada em julho do ano passado e a mediana das estimativas do Focus está hoje em 2%, após três reduções consecutivas. 

 

“Estamos revendo as estimativas e elas devem estar nas próximas revisões que vão constar no próximo relatório de avaliação de receitas e despesas”, afirmou Marcos Cavalcanti, subsecretário de Política Fiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE), do Ministério da Economia, nesta quinta-feira (21/3), ao reconhecer que a atividade econômica está mais fraca neste começo de ano. Contudo, ele não adiantou de quanto será esse novo percentual. 

 

Cavalcanti participou da divulgação dos resultados da arrecadação de fevereiro, que surpreenderam positivamente e somaram R$ 115,62 bilhões, um recorde histórico puxado pelo imposto de renda e contribuição sobre o lucro pagos pelas empresas, que tiveram estimativas de rendimento bastante positivas, de acordo com dados da Receita Federal. A taxa de crescimento real desse resultado foi de 5,46%, em termos reais, na comparação com o mesmo período de 2018.

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Esse dado positivo da arrecadação de fevereiro vai na contramão dos indicadores de atividade econômica divulgados no início do ano, que mostram desempenho mais fraco da economia que estão fazendo várias instituições reduzirem para baixo suas estimativas serão considerados. Na segunda-feira, o IBC-Br, indicador de atividade econômica do Banco Central, apontou retração de 0,41% em janeiro. “A economia vem em um compasso de recuperação gradual e, por enquanto, estamos em compasso de espera”, disse Cavalcanti. 

 

Durante a apresentação do relatório bimestral, a equipe econômica também deverá anunciar um novo contingenciamento no Orçamento “em torno de R$ 20 bilhões nas despesas”, segundo uma fonte do governo.

 

O Orçamento de 2019 foi construído em uma base de receitas que dependem da aprovação de um crédito extraordinário pelo Congresso Nacional, a fim de evitar que o novo governo descumpra a regra de ouro e cobrir um buraco de R$ 258,2 bilhões. Sem essa autorização, o presidente Jair Bolsonaro correrá o risco de cometer o crime de responsabilidade fiscal, abrindo precedente para um processo de impeachment, como ocorreu com a ex-presidente Dilma Rousseff.

 

Fonte: Correio Braziliense

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