Mourão fala sobre Infraestrutura com Empresários

29 Nov 2018

 

Para uma plateia de engenheiros e empresários do setor de infraestrutura, o vice-presidente da República eleito, Hamilton Mourão, defendeu a aprovação das reformas da Previdência e Tributária, que tramitam no Congresso Nacional, como forma de buscar maior estabilidade e equilíbrio para as áreas de infraestrutura

 

O encontro apoiado pelo SINDRATAR-SP e do qual participou seu presidente, Carlos Eduardo Trombini, foi pensado como uma possibilidade de diálogo aberto da sociedade com o novo governo, seus planos e expectativas para a infraestrutura brasileira, possibilitando uma maior integração com todos os setores da Engenharia.

Segundo Mourão o governo está determinado a intensificar os processos de privatização no país.  A intenção é buscar na iniciativa privada o que não é possível no setor público. “Se eu não tenho condições de fazer a manutenção de uma rodovia, basta um contrato decente. Temos que romper a discussão ideológica.”

 

O vice-presidente não detalhou áreas nem empresas, mas citou a necessidade de incrementar as parcerias entre as iniciativas públicas e privadas. Ele defendeu a construção de uma espécie de “centro do governo” para reunir e controlar os principais projetos, políticas e definição de índices e metas fixadas pelo Executivo.

 

Segundo Trombini, Mourão deixou clara a necessidade de disciplina fiscal, priorização de gastos e a Reforma Tributária. Para o vice-presidente a regulamentação excessiva dificulta o empreendedorismo. Ele defendeu uma maior interação com a sociedade para conhecer as prioridades e manter as relações baseadas na confiança e em transparência.

 

O país, afirmou, precisa se voltar para outros modais, além do rodoviário, que foram esquecidos ao longo do tempo. Ele acredita que o país possui engenharia para isto e diz que está é a visão do governo Bolsonaro: compromisso com a Democracia, a Justiça e a liberdade. Que é hora de todos se unirem para que o país possa progredir e se libertar de suas amarras.

 

Mourão disse que empreiteiras brasileiras cometeram “erros” no passado, mas precisam voltar a atuar no país. “Vamos apagar o que ficou e recuperar nossas empresas”, disse. “Vamos voltar a ter orgulho de sermos brasileiros. Deixar de ser o país do futuro e entrar nesse futuro.”

 

Os representantes dessas entidades questionaram Mourão sobre como habilitar as empresas para futuras PPP e qual a ampliação de recursos para suportá-las; o aumento dos investimentos públicos e respeito à segurança jurídica e a diretriz do novo governo para melhor contratação por parte do governo.

 

O vice-presidente ratificou que é preciso passar pelo Congresso a desvinculação do orçamento e que as linhas de crédito têm que ser abertas para as empresas via BNDES ou com recursos internacionais; que o atores que fazem o controle devem entender a regulamentação e os controles precisam ser pró-ativos e não reativos. Problemas em obras precisam ser discutidos dentro da obra e não depois de entregue.

 

 

 

 

O evento foi apoiado por diversas entidades, entre elas o sistema Confea/Crea e Mútua, Crea-DF, ABCE (Associação Brasileira de Consultores de Engenharia), Sinduscon (Sindicato da Indústria de Construção Civil), SINDRATAR-SP, Brasinfra (Associação Brasileira dos Sindicatos e Associações de Classe de Infraestrutura), Aneinfra (Associação Nacional dos Analistas e Especialista em Infraestrutura) e CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção).

 

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