Bovespa sobe após despencar na véspera; Petrobras ganha 8%

29 May 2018

 

 

Na véspera, o índice caiu 4,49%, a 75.355 pontos, puxado pelo recuo de mais de

14% nas ações da Petrobras.

 

O principal índice de ações da bolsa brasileira (B3) opera em alta nesta terça-feira (29), em dia de ajuste após cair mais de 4% na véspera e com investidores ainda cautelosos quanto aos desdobramentos da greve dos caminhoneiros sobre a economia e as contas públicas. O mercado também está atento à volta dos negócios em Wall Street, interrompidos na véspera por conta de feriado nos EUA. As ações da Petrobras tinham valorização de cerca de 8%, recuperando-se do tombo de mais de 14% no pregão anterior.

Às 12h16, o Ibovespa subia 1,81%, a 76.718 pontos. Veja mais cotações.

Na véspera, o índice caiu 4,49%, a 75.355 pontos, puxado pelo recuo das ações da Petrobras.

Apesar da melhora do Ibovespa nesta sessão, profissionais da área de renda variável seguem desconfortáveis com o atual momento do país.

"A incerteza atual em relação ao orçamento fiscal do governo e a baixa visibilidade nos riscos de estabilização dos mercados nos impedem de ser positivos no curto prazo com o Brasil, mesmo com preços (valuations) menores", escreveram estrategistas do Santander em nota a clientes.

Eles atribuem a forte queda do Ibovespa nos últimos dias à deterioração do cenário doméstico, principalmente em razão da greve dos caminhoneiros, potenciais mudança na atual política de preço da Petrobras e impactos econômicos.

De acordo com um gestor ouvido pela Reuters, a relativa calma no mercado de câmbio contribuía para alguma recuperação no pregão paulista. "O real está descolado de outras moeda hoje. Era para o real ter um dia de estresse e está tranquilo. Isso ajuda a tirar pressão da bolsa", afirmou.

A recuperação no pregão doméstico vinha apesar do ambiente externo desfavorável a ativos de risco, com o dólar se fortalecendo ante uma cesta de moedas e Wall Street retornando do feriado com perdas.

 

Greve dos caminhoneiros

 

O abastecimento de combustíveis já está sendo retomado, mas ainda é ruim em alguns estados. Os caminhoneiros entraram no nono dia de paralisação, mesmo após o governo anunciar acordo para reduzir o preço do diesel nas refinarias, prazo mínimo de 30 dias para reajuste do preço do combustível, preço mínimo do frete, redução do frete para autônomos, isenção de pedágio para caminhões de eixos suspensos.

O custo dessas medidas para os cofres públicos é estimado em R$ 9,5 bilhões até o fim do ano. O dinheiro deverá vir de uma "reserva" no orçamento e de cortes de despesas, mas o governo não descartou aumentar impostos.

 

  • Entenda as medidas em favor dos caminhoneiros e veja em que pé estão

 

 

Petrobras

 

As ações da Petrobras se recuperavam do tombo de mais de 14% sofrido na véspera, subindo ao redor de 8% com a retomada do abastecimento dos postos. Pertro das 12h16, as ações preferenciais, que dão preferência na distribuição de divivendos, subiam 7,81%, enquanto as ordinárias, que dão direito a voto em assembleias da empresa, ganhavam 8,64%.

Os investidores aguardam teleconferência da empresa prevista para as 14h, com o presidente da companhia, Pedro Parente.

Em nota, a petroleira declarou que "não subsidiará o preço do diesel e não incorrerá em prejuízo, uma vez que será ressarcida pela União, em modalidade ainda a ser definida". Na avaliação de especialistas ouvidos pelo G1, porém, a petroleira cedeu a pressões políticas e perdeu credibilidade.

Desde o início da paralisação dos caminhoneiros, a estatal perdeu mais de R$ 126 bilhões em valor de mercado, segundo dados da Economatica.

A queda fez com que a Petrobras perdesse o posto de empresa com o maior valor de mercado entre as que estão listadas na bolsa. A empresa perdeu a liderança para a Ambev no dia 23 de maio. Mas, após acumular ainda mais desvalorizações, nesta segunda recuou para a quarta colocação, sendo ultrapassada por Vale e Itaú.

 

Outros destaques

 

GOL PN avançava 5,06%, encontrando na relativa trégua da alta do dólar ante o real suporte para recuperação, após recuar quase 8 por cento na véspera.

CSN tinha elevação de 5,31%, também ensaiando uma recuperação após despencar 10% na véspera, com o setor siderúrgico como um todo pressionado por receios ante potenciais impactos da greve dos caminhoneiros, que tem limitado o fluxo de bens. Gerdau PN subia 2,71%.

BRF perdia 2,23%, tendo no radar relatório do Morgan Stanley começando a cobertura das ações com classificação 'underweight' (abaixo do desejado) e preço-alvo de R$ 18, abaixo dos R$ 22 do fechamento da segunda-feira. "É muito cedo para comprar a recuperação de BRF", escreveram os analistas.

 

Fonte: G1

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